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A propósito da indignação: a negociação das distâncias em comentários sobre um crime de feminicídio / The purpose of indignation: negotiating the distance in comments on a feminicide crime

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Abstract

Resumo: Como observa Alexandre Júnior (1998), no prefácio da Retórica, houve uma explosão dos estudos retóricos nas últimas décadas. Nesse sentido, muitos estudiosos do discurso têm voltado seus olhares para as questões de retórica, muitas vezes seguindo os passos de Aristóteles, que a define como a arte da persuasão, além de observar que se trata da contraparte da dialética, hoje entendida como argumentação. Em 2007, Meyer, para quem a retórica é a negociação das diferenças entre indivíduos, recupera a clássica oposição aristotélica, pontuando que não é possível privilegiar retórica ou dialética. Em vez disso, é preciso buscar caminhos para unificá-las, evidenciando que ambas, na verdade, fazem parte de uma mesma disciplina. Aristóteles argumenta que o orador atinge seu objetivo, ou seja, alcança a persuasão, quando se vale da virtude, da prudência e da benevolência. Esses elementos têm relação com as emoções, definidas por ele como “causas que fazem alterar os seres humanos e introduzem mudanças nos seus juízos, na medida em que comportam dor e prazer” (ARISTÓTELES, 1998, p. 106). Apesar de Aristóteles evidenciar o lugar das emoções no discurso, alguns estudos modernos tendem a negligenciar o domínio do pathos. Desse modo, discutiremos o papel da emoção, especialmente da indignação, na negociação das distâncias em comentários sobre um crime de feminicídio, uma vez que estes são terras férteis para a expressão de diversas emoções. Pretendemos, neste trabalho, verificar em que medida a indignação constitui-se como estratégia argumentativa, aproximando ou afastando ainda mais os sujeitos que participam das trocas simbólicas em redes sociais. Palavras-chave: retórica; argumentação; emoções; indignação; feminicídio. Abstract: As well observed by Alexandre Júnior (1998) in the preface to Rhetoric, there has been an explosion of rhetorical studies in recent decades. Therefore, many discourse researchers have dedicated themselves to rhetoric issues, often following the steps of Aristotle, who defines it as the art of persuasion, besides observing that it is the counterpart of dialectics, which is seen as argumentation nowadays. In 2007, Meyer, for whom rhetoric is the negotiation of differences between individuals, revived the classic Aristotelian opposition, pointing out that it is not possible to privilege rhetoric or dialectics. Instead, it is necessary to find alternatives to unify them, showing that both are in fact part of the same subject. Taking into account the “art of persuasion”, Aristotle argues that the speaker achieves his objective, in other words, achieves persuasion, when they use virtue, prudence, and benevolence. These elements are related to emotions, defined by him as “feelings that so change men as to affect their judgements, and that are also attended by pain or pleasure” (ARISTOTLE, 1998, p. 106). Although Aristotle highlights the locus of emotions in discourse, some modern studies tend to neglect the pathos domain. Thus, we aim to discuss the role of emotion, especially indignation, in negotiating distances in comments on a feminicide crime, since these are fertile lands for expressing several emotions. In this study, we intend to observe to what extent indignation makes up an argumentative strategy, bringing the subjects that engage in symbolic exchanges on social networks even closer or pushing them away. Keywords: rhetoric; argumentation; emotions; indignation; feminicide.

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