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Violencia sexualizada en tiempos de guerra: discursos hegemónicos y orden de género

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<oai:doaj.org/article:a437083697d44006bb9717b92d543718>

Abstract

La violencia sexual durante la guerra se ha vuelto, en años recientes, un tópico ampliamente tratado en los medios de comunicación dominantes. La mayoría de las feministas han celebrado esto como el éxito de las especialistas y activistas feministas, cuyo trabajo -se alega- ha finalmente logrado atraer la atención sobre este serio problema. Contra esta perspectiva, el presente artículo argumenta que la violencia sexual durante la guerra siempre ha sido visible y forma un topos central de la propaganda en tiempos de guerra. La cuestión importante no es, justamente por esto, si tales actos son visibles sino cómo son enmarcados. Los discursos feministas dominantes en Europa, especialmente aquellos que se centran en la violencia sexual en las guerras de Yugoslavia, revelan una continuidad llamativa con discursos anteriores que representan la masculinidad del Otro como una masculinidad desviada, en contraste con la masculinidad "varonil" y protectora del propio colectivo (nación, grupo étnico). Los discursos feministas sobre la violencia sexual en la guerra que solicitan la intervención militar para proteger los derechos de las mujeres fracasan en reflejar el rol de las instituciones militares como el locus esencial donde la masculinidad hegemónica se construye, son además directamente funcionales a las políticas de intervención y carecen de cualquier medio para distanciarse ellos mismos del militarismo paternalista.<br>A violência sexual durante a guerra tem sido, em tempos recentes, um assunto amplamente tratado pela mídia hegemônica. A maioria das feministas celebra essa visibilidade do tema como se fosse conseqüência do sucesso das especialistas e ativistas feministas, cujo trabalho teria conseguido, finalmente, atrair a atenção para esse sério problema. Contra essa perspectiva, neste artigo argumenta-se que a violência sexual durante a guerra sempre foi visível e conforma um dos topos centrais da propaganda bélica. Porém, o ponto importante não é se esses atos são visíveis, mas sim como eles são apresentados. Os discursos feministas dominantes na Europa, especialmente aqueles que focalizam na violência sexual nas guerras da Iugoslávia, revelam uma continuidade flagrante com discursos anteriores que representam a masculinidade do Outro como uma masculinidade desviada, contrastante com a masculinidade "viril" e protetora do coletivo próprio (nação, grupo étnico). Os discursos feministas sobre a violência sexual na guerra, que reclamam a intervenção militar para proteger os direitos das mulheres, fracassam porque não apontam para o rol das instituições militares como o locus essencial onde a masculinidade hegemônica se constrói. Esses discursos são, portanto, diretamente funcionais às políticas de intervenção e não conseguem se distanciar de um militarismo paternalista.<br>Sexual violence in war has, in recent years, become a topic widely treated in mainstream media. Most feminists have celebrated this as the achievement of feminist scholars and activists whose work, it is alleged, has finally succeeded in drawing attention to this serious problem. Against this view, the present article argues that sexual violence in war has always been visible and forms a central topos of wartime propaganda. The important issue is not, therefore, whether such acts are visible, but how they are framed. Mainstream feminist discourses in Europe , especially those that focussed on sexual violence in the wars in Yugoslavia , reveal a striking continuity with earlier discourses that represent the masculinity of the Other as a deviant masculinity, in contrast to the "manly", protective masculinity of one's own collective (nation, ethnic group). Feminist discourses on sexual violence in war that call for military intervention to protect women's rights fail to reflect on the role of military institutions as the essential locus where hegemonic masculinity is constructed, are directly functional to the politics of intervention, and lack any means of distancing themselves from paternalist militarism.

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